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Remuneração estratégica em alta

Remuneração estratégica em alta

Remuneração estratégica em alta - 03/03/2006

Cada vez mais as empresas e seus colaboradores vêm descobrindo que um casamento perfeito é aquele que é bom para ambas as partes. Se a empresa está indo bem, e obteve resultados positivos, nada melhor do que compartilhá-los com aqueles que contribuiram com seu trabalho para esse sucesso.

Essa prática é muito mais do que um reconhecimento ao empenho dos funcionários. É uma estratégia eficaz de compensação, para mantê-los motivados e conscientes do valor do seu trabalho.

Por isso, é cada vez maior o número de empresas que vêm aplicando o conceito de remuneração estratégica. Isto significa que possuem um plano de cargos e de carreira para dar oportunidades de desenvolvimento e ascensão profissional dentro da empresa, um planejamento e avaliação de desempenho e competências para poder identificar os melhores talentos na equipe, e programas de remuneração variável de curto e longo prazo para recompensar os funcionários pelos resultados positivos alcançados.

Uma pesquisa do Grupisa mostrou que aproximadamente metade das grandes empresas brasileiras já aplicam de alguma forma a remuneração estratégica. Um dos desafios para o sucesso dessa prática é o desenvolvimento de bons indicadores que possam avaliar os resultados. Para isso, muitas utilizam a ferramenta de gestão Balanced Score Card (BSC), criado na Universidade de Harvard (EUA) para construção desses indicadores.

Segundo Ricardo Monte, Vice-Presidente do Grupisa, logo que essas empresas consolidam esses indicadores, e passam a acompanhá-los para atingir os resultados de negócio de forma balanceada, surge a necessidade de também reconhecer os colaboradores através da remuneração. - A remuneração variável cobre basicamente dois tipos de programas: de curto prazo, que engloba a Participação de Lucros e/ou Resultados e os Programas de Bônus; os de longo prazo, que são basicamente os programas de ações, utilizados como retenção de talentos nas empresas - explica Ricardo Monte.

Pesquisa feita em abril deste ano e apresentada no 9o. Congresso Nacional de Remuneração pela Symnetics, empresa especializada em projetos de BSC, mostrou que de 107 empresas pesquisadas, 63% de cargos de direção e 65% de cargos de gestão já estão contemplados por um programa de remuneração variável.

A boa notícia para quem tem esse tipo de remuneração é que 26% das empresas pagarão mais bônus em 2006, 68% permanecerão no mesmo patamar de 2005 e apenas 6% indicam que irão reduzir os valores de bônus pagos, segundo dados do Hay Group. Porém, os consultores advertem que não basta apenas fazer a ligação da remuneração com resultados para construir uma relação produtiva entre empresa e colaborador.

É preciso estar atento ao ambiente de trabalho e aos anseios dos funcionários. - Se de fato a empresa quer atrair e reter os melhores profissionais do mercado além de focar a sua gestão estrategicamente na remuneração, tem que preocupar-se também com o desenvolvimento, com o ambiente de trabalho e com a qualidade de vida dos seus colaboradores - diz João Teixeira, sócio-diretor da Trademark - Consultoria de RH. No casamento entre empresa e colaboradores, nunca houve tanto esforço de ambos os lados para conquistar o parceiro. Independente se será uma relação duradoura, não resta dúvidas que ela está ficando mais justa e melhor.

Fonte: Grupisa

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