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Correção não é Ação Corretiva

Correção não é Ação Corretiva

Correção não é Ação Corretiva - 15/06/2010

Você tem carro? – Mesmo que não tenha, deve saber que é preciso ir de vez em quando ao mecânico para fazer uma revisão, trocar correia dentada, buchas da suspensão, verificar os amortecedores, os freios, etc… Essa ida ao mecânico é preventiva. Visa evitar que aconteça algum problema durante o uso do veículo. Mas nem todo mundo faz isso…

 

Continuando essa viagem no seu carro, e imaginando que você não fez a manutenção preventiva dele, estaríamos sujeitos a um acidente a qualquer momento! Mas não vamos pensar em tragédias!!!

 

Seu carro, sem manutenção, está indo muito bem, até… CUIDADO!!! UM LOUCO FEZ UMA MANOBRA REPENTINA E ENTROU NA CONTRA-MÃO, VINDO DIRETO PARA NÓS! – Você freia e tenta sair de lado, mas o freio não está bom, lembra? Nem os pneus! E apesar de não batermos com aquele doido, o carro desliza e bate o paralama na proteção lateral da estrada!… Foi um susto e tanto, mas não aconteceu nada com a gente e o estrago no carro foi até pequeno! Ofegante, você diz:
- Se eu estivesse dirigindo mais devagar não tinha perdido o controle do carro!… Vou mais devagar agora… – E então acaba de fazer uma CORREÇÃO! – Para não levarmos outros sustos na estrada, você vai mais devagar. – Agiu sobre o EFEITO do problema.

 

Uma AÇÃO CORRETIVA de verdade neste caso, seria levar o carro ao mecânico e arrumar os freios, além de trocar os pneus carecas. Isso sim iria garantir que o carro teria melhor resposta em outra situação como aquela! – Seria agir sobre A CAUSA do problema!

 

Esta é a diferença entre correção e ação corretiva! – A correção age sobre o efeito de uma não-conformidade, resolvendo o problema no momento, mas sem garantir que ele não voltará a ocorrer. A ação corretiva, como atua sobre a causa do problema, pode oferecer essa garantia! Mas para isso é preciso fazer muito bem a investigação de causas e também o acompanhamento da ação corretiva, avaliando sua eficácia. Uma ação corretiva que não tem acompanhamento geralmente corre o risco de ser ineficaz ou de não ser implementada corretamente, permitindo que o problema continue a ocorrer!

 

A correção é geralmente imediata e tem custo baixo ou nenhum custo, o que a torna uma idéia sedutora num primeiro momento. Mas depois, o problema volta a ocorrer e entramos naquele famoso “ciclo do bombeiro”, apagando cada pequeno incêndio sem resolver de fato o problema.
 

Como fazer uma boa investigação de causas
 

Não é preciso ser um personagem do CSI para isso, basta avaliar as possibilidades que podem ter originado a NC. Diversas ferramentas da Qualidade se prestam a esse fim, como brainstorms, diagrama de Ishikawa, ou 5 Porquês. Em alguns casos a causa é bastante evidente, ou uma simples entrevista com os executores do processo pode indicar qual é. Analisando o caso, procure usar o recurso mais adequado a ele. Só observe o seguinte: dificilmente você poderá definir essa causa sozinho, portanto busque a participação de todos os envolvidos na ocorrência.
 

Fonte: Qualibog
Autor: Ronaldo Costa Rodrigues


Por: Arnaldo Moreira.
RD - Representante d Direção Inter System

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